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Alquimia Chinesa

alquimia_chinesaEmbora suas origens exatas não estejam ainda completamente esclarecidas, não há duvidas de que a alquimia chinesa germinou e floresceu dentro do taoismo.

E aqui é preciso distinguir o taoismo clássico(Tao Chia), metafísico e místico, desenvolvido entre os séculos 6 e 4 a.c. por Lao Tsé e Chung Tsé, do taoismo popular, religioso e mágico(Tao Chiao), surgido por volta de 3000 a.c. com o Imperador Amarelo e suas Três Damas Imortais, que lhe
ensinaram magia, misticismo e amor.

A maior parte dos textos alquímicos deriva da dinastia T’ang (618-960 d.c.) mas os tratados completos mais antigos e compreensíveis são de autoria de Ko Hung (260-340 d.c.) o mais famoso dos escritores de alquimia chinesa. Ko Hung sustentava que o homem podia superar a própria mortalidade e que as mudanças alquímicas constituíam apenas uma faceta das transformações universais da natureza.

A diferença essencial entre a alquimia chinesa e ocidental é que enquanto esta sempre esteve associada a transmutação de metais, a primeira foi originalmente concebida para encontrar o Elixir da Imortalidade.

Acredita-se que na Alquimia Ocidental a busca primeira seria puramente espiritual e que a nomenclatura alquímica servia, na maioria das vezes, para encobrir práticas consideradas heréticas ou tornar poéticas certas experiências religiosas, tal hipótese não encontra comprovação fácil na Alquimia Chinesa, onde estes disfarces não existiam.

Os chineses faziam uma distinção entre alquimia externa, inorgânica e laboratorial, concebida com o Elixir ou Pílula da Imortalidade, que usava como ingredientes minerais, vegetais ou substâncias de origem animal, e a interna, filosófica, voltada para a transformação espiritual no “homem verdadeiro”. A primeira buscava o “elixir externo” (weitan), que pretendia a regeneração física, a segunda o “exir interno” (nei tan) o da meditação e das práticas espirituais, que desenvolvia as qualidades da alma.

Na base da alquimia popular chinesa estava a crença de que era possível se obter a imortalidade do corpo. Não se tratava simplesmente de retardar o processo normal do envelhecimento e de degeneração, mas sim, através de drogas ou de uma vida inteira de práticas, tornar o corpo tão rarefeito a ponto de assumir os atributos e poderes do espírito. Ou seja, acreditava-se que era possível criar um novo corpo sutil, “capaz de voar sobre o vento, de estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, imune aos danos do fogo, da água e das armas e de ficar invisível”, enfim de ter todos os poderes sobrenaturais. Adquirir tais poderes e se tornar um hsien (“imortal” ou “genio”).

Tal crença encontrava respaldo em que se alguém vivesse exatamente de acordo com o Tao, que é eterno, poderia incorporar a sua imortalidade. O corpo material devia ser refinado gradualmente, tornando-se mais e mais sutil através da dieta, de remédios, de exercícios respiratórios e da prática da ioga até ficar completamente etéreo. Entre os métodos de retardar o processo de envelhecimento estavam o controle emocional e psicológico e o cultivo de tranquilidade mental e da paz de espírito para a liberação das tensões destrutivas da vida. Acima desse equilíbrio entre corpo e mente vinha a habilidade de viver em harmonia com a natureza, o meio e o fim de toda a realização.

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